Mondlane denuncia morte de 45 membros do partido ANAMOLA
Lusa
09/01/20269 de janeiro de 2026
Segundo o líder do ANAMOLA, os crimes ocorreram após as eleições de outubro, num contexto de perseguição política e agravamento dos direitos humanos, sem respostas das autoridades, apesar de denúncias apresentadas à PGR.
Venâncio Mondlane, líder do ANAMOLA
45 membros da Anamola mortos no último ano, denuncia MondlaneFoto: DW
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O político moçambicano Venâncio Mondlane denunciou hoje (09.01) que no último ano foram assassinados 45 elementos associados ao seu projeto político ANAMOLA, desde agosto transformado em partido político.
"Foram assassinados 45 quadros do nosso projeto, ainda na altura, político, que hoje já é um partido efetivo, que é o partido Anamola. E até hoje não há respostas", disse à Lusa, a propósito da passagem de um ano do regresso a Maputo, em 09 de janeiro de 2025, após mais de dois meses de exílio fora do país, alegando questões de segurança após as eleições gerais de 09 de outubro, em que foi candidato presidencial.
"No último ano, eu posso dizer que agravou-se a situação de direitos humanos em Moçambique. Até este momento apresentámos três denúncias à Procuradoria-Geral da República sobre aperseguição dos nossos membros", denunciou ainda Venâncio Mondlane, que fundou e preside ao partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA).
Há um ano, em plena fase de forte de contestação aos resultados das eleições gerais de 09 de outubro de 2024, que deram a vitória à Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO, no poder) e ao seu candidato presidencial Daniel Chapo, Venâncio Mondlane regressou a Maputo do exílio, num ambiente de grande agitação nas ruas, com registo de pelo menos oito mortos em confrontos com a polícia.

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