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🚨Finalmente chegou a ajuda com produtos para populações Vit!m...ver mais


embarcação com pelo menos 20 toneladas de produtos para assistir as populações vítimas das inundações na província de Gaza, sul do país, após ser suspensa a circulação na principal estrada.


"Este carregamento é de 20 toneladas, é uma primeira viagem desta embarcação para este destino que nos referimos, que é Chongoene, entretanto, no seu regresso prevemos trazer em média 150 a 200 pessoas, no caso, passageiros", disse o presidente do conselho de administração do Instituto de Transportes Marítimos de Moçambique (Itransmar), Unaite Mustafá, à partida da embarcação na Ponte Cais, em Maputo.


 
Segundo as autoridades moçambicanas, a viagem vai durar em média 12 horas, devendo a embarcação atracar no porto de Chongoene, na província de Gaza, estando previsto o seu regresso a Maputo com passageiros, após as chuvas interromperem a circulação na Estrada Nacional 1 (N1), principal via terrestre do país.

"Como sabemos há uma pressão enorme em Gaza, pessoas vindas de todo o país, da região centro e norte, que estão barradas e proibidas de continuar a viagem por causa da interrupção da estrada, e a prioridade vai ser dada a essas pessoas que estão em trânsito e que tiveram que ficar paradas e interrompidas da viagem", disse o presidente do conselho de administração do Itransmar.

Além da que saiu hoje de Maputo, a ligação marítima entre Maputo e Gaza poderá ser feita com outra embarcação atracada no Porto de Maputo, com capacidade de carregar pelo menos 500 contentores de carga, com o Governo moçambicano a esclarecer que está disponível para transportar carga até Chongoene em caso de necessidade.

As autoridades moçambicanas suspenderam no sábado, por tempo indeterminado, a circulação de todo o tipo de viaturas, incluindo de transporte de passageiros e de mercadorias, entre Maputo e Gaza, devido às cheias e destruição de troços de estrada.

Num aviso, a Direção Nacional dos Transportes e Segurança refere que, "na sequência do galgamento das águas das cheias em diversas estradas nacionais", mas "com particular incidência" na estrada Nacional 1 (N1), principal via do país, "encontra-se interdita a circulação rodoviária de todo o tipo de viaturas" nos troços compreendidos entre a zona de 3 de Fevereiro, província de Maputo, e as localidades de Incoluane, Chicumbane e a cidade de Xai-Xai, na província de Gaza.

De acordo com a base de dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), a que a Lusa teve acesso, com informação até às 07:00 (05:00 de Lisboa) de hoje, as cheias que se registam em vários pontos do país afetaram já 652.189 pessoas, equivalente a 141.317 famílias, com registo de 3.445 casas parcialmente destruídas, 767 totalmente destruídas e 153.417 inundadas.

Os dados do INGD referem ainda 45 feridos e quatro desaparecidos na sequência destas cheias em menos de 20 dias, numa altura em que centenas de famílias continuam sitiadas, a aguardar resgate, sobretudo no sul de Moçambique.

Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as últimas duas semanas de cheias, já morreram 131 pessoas em Moçambique, além de 144 feridos, e 779.528 pessoas foram afetadas, segundo os dados do INGD.

Hoje prosseguem ações e tentativas de resgate de centenas de famílias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas durante vários dias, que têm levado as barragens, incluindo dos países vizinhos, a realizarem descargas, por falta de capacidade de encaixe.

Estão envolvidos nestas operações mais de uma dezena de meios aéreos, incluindo da África do Sul, bem como embarcações privadas e da Marinha de Guerra.

Em Maputo, as estradas Nacional 1, para norte, e Nacional 2, para sul, continuam intransitáveis, devido à subida das águas

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