A notícia refere-se a uma queixa-crime apresentada em França pela organização jurídica europeia European Center for Constitutional and Human Rights (ECCHR) contra a empresa de energia francesa TotalEnergies.
⚖️ Pontos Chave da Notícia
* Acusações: A TotalEnergies é acusada de cumplicidade em crimes de guerra, tortura e desaparecimento forçado de populares na zona do seu projeto de gás natural liquefeito (GNL), o Mozambique LNG, em Cabo Delgado, norte de Moçambique.
* Fundamento da Queixa: O ECCHR alega que a TotalEnergies financiou diretamente e apoiou materialmente a Força-Tarefa Conjunta (composta por forças armadas moçambicanas) que, entre julho e setembro de 2021, terá detido, torturado e assassinado dezenas de civis no local do gás. Esta denúncia centra-se no chamado "massacre dos contentores".
* Local e Contexto: Os alegados crimes ocorreram perto das instalações do projeto Mozambique LNG, após o ataque insurgente do grupo armado Al-Shabab à cidade de Palma em março de 2021.
* Onde foi Apresentada: A queixa foi apresentada ao Procurador Nacional Francês Antiterrorismo (PNAT), que tem jurisdição para investigar crimes internacionais.
* Resposta da TotalEnergies: A empresa rejeita veementemente todas as acusações. A TotalEnergies afirma que o seu pessoal tinha sido evacuado em abril de 2021, após o ataque, e que não estava presente no local entre julho e setembro de 2021, altura em que os alegados abusos ocorreram. A empresa garante que não tinha, nem podia ter, conhecimento dos atos de violência relatados.
Esta queixa surge num momento em que a TotalEnergies anunciou o levantamento da situação de "força maior" no seu projeto Mozambique LNG, sinalizando a intenção de o reiniciar.
Gostaria de obter mais informações sobre a posição do Governo moçambicano ou sobre o estado atual do projeto de gás?

Comentários
Enviar um comentário